Anonymous:
O que a Sthefane realmente pensa sobre o Feminismo ?
Digamos que isso seja uma coisa nova para mim, mas que deveria ser uma coisa nova para todas as mulheres. Sabe essa questão de amor-próprio? É o que é para mim. É ter orgulho de ser mulher. De levantar a cabeça com tantas desigualdades e dificuldades e lutar por seus direitos. De seguir em frente mesmo que alguém vire e diga “você não consegue” ou “mulher é fraca”, como todos sabemos que mulher é conhecida como ser o sexo frágil. Frágil? Se formos parar para ler a história da revolução das mulheres. De como elas aturaram tantas inúmeras repressões e de como lidaram com isso, ah, aí nós veremos que não existe nada de frágil nisso. Sabe quantas mulheres simplesmente aguentam serem agredidas para defenderem seus filhos? Quantas mulheres ainda vivem como se a escravidão da alma e do corpo fosse permitida? Mas aí é que tá. Você tem que dizer pro forte que ele não consegue diversas vezes, para que ele acabe acreditando e não se volte contra você e sua vontade. Você tem que negar todos os sonhos do forte, para que os sonhos não o encham de vontade de viver e o liberte de algemas invisíveis. É isso o que eu acho. Acho que o Feminismo, feminismo no sentido de ter orgulho de ser mulher e de ser mulher de verdade, não apenas um ser subordinado, é a chave da libertação.
“Sempre fui tola em acreditar que poderia segurar três mundos nas mãos. Magoei pessoas que eu nunca esperava magoar, me magoei, me machuquei e não consegui se quer carregar o meu mundo só. Onde já se viu dividir amor? Enganar, trapacear, trair..
Eu me vi.
Caindo,
Caindo,
Fundo…
Morrendo.
Perdendo tudo o que eu tinha batalhado anos pra conseguir, deixando pra trás uma amizade perdida, um amor verdadeiro que agora frio e seco ficou jogado na esquina de casa. E dói tanto dizer isso, dói tanto admitir que eu corri, que eu fugi, que eu sempre fujo… Me desfaço, me refaço, me transpasso, mas pra quê? Não tem volta. Não tem como consertar coisas que já foram, nem mesmo as mais lindas e importantes, nem mesmo as que valeram por uma vida. Ah, mentiras! Enganei pessoas, me enganei, confundi, meti os pés pelas mãos. Que Deus me perdoe! Confundi amizade com amor. Confundi desejo com carinho. Confundi tudo. Sempre confundo, sempre vou com sede ao pote. E querendo ultrapassar limites que não devem ser ultrapassados, me quebrei. E agora? Acabado. Estraguei o bem mais precioso que eu guardava. O amor que todos estão por aí buscando.. Me culpo, me acabo, me mato todos os dias e mesmo assim não consigo me perdoar.
E eu caio.
Fundo,
bem fundo
no precipício
de mim…
Nas minhas dores, nas minhas inconstâncias, na minha falta de controle, nessa minha sede de amor incontrolável. Por que não me seguro? Não me detenho, não me controlo… Por Deus! Joguei tudo pro alto, me tranquei a sete chaves, desisti. Perdi-me da pessoa que mais me amava nessa vida. Pobre de mim.
Pobre,
podre,
e sozinha. — Isabella M. (via
flutuares)
“Aprendi uma coisa: só se conhece realmente uma pessoa depois de uma discussão. Só nessa altura se pode avaliar o seu verdadeiro caráter. —
Anne Frank (via
me-mima)
E a Rosa desabrochou. Deixou suas pétalas e seus sentidos, sem medo algum, se mostrarem na obscuridade desconhecida. Deixava o vento acariciar seu corpo e apalpar sua inocência. A Rosa, tão meiga, nada notava. Ao contrário, desejava, no fundo de seu caule, ser notada. Mas hei que, de repente, como sempre, a ruindade do mundo machuca a pobre coitada. Sem poder se defender, sem se mexer, chora dia após noite, exposta a rajadas solares e temporais. Até que então, decide tão amargurada, que deveria agir, e de seu fino caule nascem facas amolas. Espinhos que a machucavam, machucavam sim, tenho certeza, mas não mais que o resto do mundo. Tempos se passaram e nada daquelas facas saírem de seu corpo miúdo. Alguns tentavam segurá-la, mas involuntariamente, os machucavam, a Rosa. Ninguém entendia aquela situação. E todos corriam aos berros de dor. Afastavam-se dela! Daquela pobre linda e inocente rosa. E ela permaneceu ali, sozinha, às vezes tão bela quanto o arco-íris, mas tão espinhosa. A dor permanece na rosa de espinhos…
Sthefane Pinheiro
“Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso. Preciso porque estou tonto. Escrevo porque amanhece e as estrelas lá no céu lembram letras no papel quando o poema me anoitece. —
Paulo Leminski
“Minha cabeça só pensa aquilo que ela aprendeu,
por isso mesmo eu não confio nela.
Eu sou mais eu. —
Raul Seixas